Ter coragem não é não ter medo, mas fazer o que deve ser feito, mesmo que você esteja se borrando.
Jan Robba
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Prece mística
Ó presença divina, que és comigo antes mesmo que eu viesse ao mundo.
Tu, cujos poderes são incontáveis, cujos olhos e ouvidos jamais se fecham
e em cujas mãos tenho sido sempre bem sucedido.
Tu, que és a fonte de tudo o que há de bom em mim
e cuja proteção tem prolongado os meus dias.
Em ti é que eu vivo e viverei
mesmo depois que, pela tua vontade,
eu tenha que partir deste mundo.
ASSIM SEJA!
Tu, cujos poderes são incontáveis, cujos olhos e ouvidos jamais se fecham
e em cujas mãos tenho sido sempre bem sucedido.
Tu, que és a fonte de tudo o que há de bom em mim
e cuja proteção tem prolongado os meus dias.
Em ti é que eu vivo e viverei
mesmo depois que, pela tua vontade,
eu tenha que partir deste mundo.
ASSIM SEJA!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Sobre as relações I
Não sei se alguém está capacitado a dizer em quê uma relação interpessoal pode ou deve se basear. Antes mesmo que uma pessoa, de dentro de uma relação, se pergunte sobre isto, ela já está de alguma forma colocada em relação a alguém, donde podemos concluir que isto se dá inconscientemente e que, portanto, os valores não precedem a relação. Os sentimentos talvez. Os valores talvez sirvam apenas como pretexto ou como uma explicação pretensamente racional para estarmos relacionados daquela forma e não de outra. Basear uma relação em valores(considerando que isto fosse possível) não a tornará melhor, assim como baseá-la em sentimentos não servirá como argumento para perdoarmos a nós mesmos pelas relações absurdas que na maioria das vezes vivemos.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Sobre as drogas I
Costumo sempre me aventurar um pouco mais para além do que as aparências mostram e quem assim faz, corre sempre o risco de umas conclusões inesperadas, ou quase óbvias. Fala-se hoje muito na necessidade do combate às drogas, mas não vejo muita honestidade da parte dos que se pronunciam a respeito, ou mesmo dos que elaboram campanhas para este fim. Cabe aqui então tecer algumas considerações. Antes, porém, vou tentar oferecer uma definição coerente para as drogas:
"Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções". A questão de serem lícitas ou não não vem ao caso aqui, embora seja sabido que o uso de drogas lícitas seja generalizado, assim como o das denominadas psiquiátricas seja imensamente maior do que aparenta.
Antes mesmo que um bebê termine o seu desmame, é muito comum a mãe começar a lhe dar a mamadeira e, adivinhem o que tem no leite da mesma? Açúcar, que consta ser uma poderosa droga. Em outras palavras, a rigor já começamos a ser drogados pouco tempo depois de nascidos. E eu não vou extrapolar muito, afirmando que até dentro do útero isso acontece, mas os fatos apontam claramente para isso. Temos então a sequência açúcar>cafeína/nicotina/álcool (para a maior parte dos chamados "caretas").
Com a maconha as coisas se dão de modo diferente, pois trata-se de um droga sui generis: ela nem sempre vai proporcionar aquela viagem espetacular que se diz por aí. Ela pode comumente trazer à tona conteúdos inconscientes indesejáveis, e não é qualquer um que suporta o possível terror, em maior ou menor escala, desta experiência. Por conta disso, muitos fogem para o álcool e a cocaína, e daí para o resto da sequência de drogas cada vez mais pesadas. Considero injusta a afirmação tola divulgada pela mídia e até pelos órgãos de saúde pública de que a maconha leva ao uso de outras drogas. Aqueles que a apreciam ficarão nela a vida toda. Mais: fumar maconha e ter uma experiência tranquila e inspiradora pode ser para muitos uma conquista, e o preço muitas vezes pode ser o sujeito ter que enfrentar seus "demônios" interiores.
Disto tudo que coloquei aqui, fica claro que A NOSSA CIVILIZAÇÃO NÃO VIVE SEM DROGAS; É UMA CIVILIZAÇÃO QUE SÓ FUNCIONA A PODER DE DROGAS. Então, vem a pergunta: Por quê isso é assim? Qualquer antropólogo dirá que o uso de substâncias entorpecentes é algo feito segundo certos critérios na maioria das outras culturas, como os nossos indígenas, ou os indígenas mexicanos ou americanos. Logo, a necessidade do uso de drogas pode ser um indício de que há algo muito maior e mais nocivo por trás do modo de vida que levamos, e que os governos que falam em combate às drogas sem assumirem que a condição sine qua non para isto é uma mudança na raiz do próprio sistema são hipócritas e mentirosos.
"Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções". A questão de serem lícitas ou não não vem ao caso aqui, embora seja sabido que o uso de drogas lícitas seja generalizado, assim como o das denominadas psiquiátricas seja imensamente maior do que aparenta.
Antes mesmo que um bebê termine o seu desmame, é muito comum a mãe começar a lhe dar a mamadeira e, adivinhem o que tem no leite da mesma? Açúcar, que consta ser uma poderosa droga. Em outras palavras, a rigor já começamos a ser drogados pouco tempo depois de nascidos. E eu não vou extrapolar muito, afirmando que até dentro do útero isso acontece, mas os fatos apontam claramente para isso. Temos então a sequência açúcar>cafeína/nicotina/álcool (para a maior parte dos chamados "caretas").
Com a maconha as coisas se dão de modo diferente, pois trata-se de um droga sui generis: ela nem sempre vai proporcionar aquela viagem espetacular que se diz por aí. Ela pode comumente trazer à tona conteúdos inconscientes indesejáveis, e não é qualquer um que suporta o possível terror, em maior ou menor escala, desta experiência. Por conta disso, muitos fogem para o álcool e a cocaína, e daí para o resto da sequência de drogas cada vez mais pesadas. Considero injusta a afirmação tola divulgada pela mídia e até pelos órgãos de saúde pública de que a maconha leva ao uso de outras drogas. Aqueles que a apreciam ficarão nela a vida toda. Mais: fumar maconha e ter uma experiência tranquila e inspiradora pode ser para muitos uma conquista, e o preço muitas vezes pode ser o sujeito ter que enfrentar seus "demônios" interiores.
Disto tudo que coloquei aqui, fica claro que A NOSSA CIVILIZAÇÃO NÃO VIVE SEM DROGAS; É UMA CIVILIZAÇÃO QUE SÓ FUNCIONA A PODER DE DROGAS. Então, vem a pergunta: Por quê isso é assim? Qualquer antropólogo dirá que o uso de substâncias entorpecentes é algo feito segundo certos critérios na maioria das outras culturas, como os nossos indígenas, ou os indígenas mexicanos ou americanos. Logo, a necessidade do uso de drogas pode ser um indício de que há algo muito maior e mais nocivo por trás do modo de vida que levamos, e que os governos que falam em combate às drogas sem assumirem que a condição sine qua non para isto é uma mudança na raiz do próprio sistema são hipócritas e mentirosos.
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