sábado, 9 de maio de 2015

Ah, o amor...

A muitos apegos os seres humanos deram o nome de amor. Daí toda essa confusão que no final ninguém entende, e que faz com que, após milênios de civilização, ainda não se tenha chegado a um acordo e que separa em campos bem distintos o amor filial, fraterno, romântico, materno, etc.
A solução é muito simples: se isto que você chama de amor exclui quem ou o que quer que seja, então não é amor. O amor é um estado de consciência, embora os sentimentos possam modificar o estado de consciência de alguém. E não é algo fácil de ser conquistado, pois ironicamente ele segue na contra-mão de todos os apegos. Quem quer conquistá-lo deve estar preparado para ver o "eu" e o "tu" perderem o sentido. Mas o gozo humano está justamente neste sonambulismo que chega ao cúmulo de se matar e morrer por amor. Conclusão: o que o ser humano quer não é amor, mas qualquer paixão que o exima do real e o mantenha sonhando...

terça-feira, 17 de março de 2015

Flashes I

Uma resposta brilhante. Talvez uma das melhores que alguém tenha me dado. Foi numa daquelas noites quentes de verão, lá pelos idos dos anos oitenta, em que tínhamos o hábito, eu e alguns amigos, de sentarmos para conversar sobre uma infinidade de assuntos, indo desde a história oculta do Egito até o panorama político nacional. Falávamos exatamente sobre política, e eu comentei:
- Cara, eu acho essa conversa toda dos candidatos à presidência do país uma verborreia.
Ao que o meu nobre amigo desenhista retrucou:
- Não, amigo, não é verborreia. É verboneira mesmo.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Mulheres...

Para o Dia Internacional das Mulheres:

Falar da mulher é fácil;
falar de mulher é mais fácil ainda;
mas falar sobre a mulher é inútil.
pois o mistério não foi feito para ser falado.