quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Virou realidade...

Por vários motivos, "Watchmen" é para mim um dos melhores filmes dos últimos tempos. Uma das cenas emblemáticas deste filme é o momento em que, em meio a uma violenta manifestação popular, o "Coruja"(um dos super-herois) pergunta ao "Comediante"(outro super-heroi):
- O que aconteceu com o "Sonho americano"?
Ao que este então responde:
- O que aconteceu com o "Sonho americano"? Virou realidade! Tá olhando pra ele!
E continuou atirando indiscriminadamente contra os manifestantes.

Tenho assistido ao que andam fazendo todos ou quase todos os que ocupam posições de poder neste país, como também o que as investigações têm trazido à tona. E tenho também assistido à maneira como a população em geral tem se comportado com relação a si mesma, que vai desde o episódio do panelaço seguido de uma sujeição quase hipnoidal, até o espetáculo dantesco levado a efeito pela torcida do Flamengo na final da Sul-americana.
Me veio à cabeça a luta de tantos no passado por democracia e liberdade e ao mesmo tempo a cena de "Watchmen" que acabei de descrever brevemente e me faço a seguinte pergunta:
- O que houve com a Democracia?
E é como se o "Comediante" me respondesse:
- Virou realidade! Tá olhando pra ela!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Filosofando LXXI

Parece que foi ontem...mas nem anteontem foi. Meu medo é que o sentido da vida seja algo tão pequeno e banal que nem valha a pena procurar, e que alucinar um sentido grandioso e oculto para a vida seja apenas um jeito de não morrer de tédio.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Filosofando LXX

Toda perda é sempre duas, e a segunda é sempre mais devastadora, por mais devastadora que seja a primeira. Pouca gente sabe disso.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Filosofando LXIX

Uma das vantagens de ficar velho é poder passar um ou dois dias sem tomar banho e não experimentar o menor sentimento de culpa por isso. Ser roqueiro também tem essa vantagem. Mas se você não é velho e nem roqueiro, então o melhor é você tomar banho mesmo, ou vai ter que aguentar aquela voz chata da sua consciência, não por acaso igualzinha à sua mãe, dizendo o tempo todo: "Lambão sem vergonha, vá logo tomar um banho, seu porco!"