sábado, 19 de março de 2011

O caso Casey Heynes

"Recentemente, tem sido muito comentado na internet o vídeo, lançado no youtube, de um estudante australiano gordinho que reage com violência após ser agredido diversas vezes por outro adolescente.
O vídeo original foi postado no início desta semana com o nome "Child finally snaps after being bullied" (criança finalmente reage após sofrer bullying). O vídeo foi tirado diversas vezes do ar pelo YouTube por mostrar cenas de violência envolvendo menores, mas transformou-se num viral com versões e paródias que consagraram o garoto como "O Pequeno Zangief", em alusão ao personagem do game "Street Fighter" que aplica um golpe de pilão nos oponentes.
O Jovem Casey Heynes transformou-se em um herói, de uma vez que sua atitude foi aprovada pela maioria dos usuários da internet em todo o mundo.
Confesso que, mesmo sendo totalmente contra a violência, minha parte mais humana (ou desumana, talvez) achou que a atitude do rapaz foi bem merecida.
No fim das contas, Casey Heynes foi expulso da escola, e alguns estão julgando-o um monstro ou adolescente perigo".(Carlos Toindé)

video

O vídeo acima é passível de várias análises, a partir de vários dos seus aspectos. O primeiro deles, e o mais flagrante, é o que todo mundo já sabe: não se deve mexer com quem está quieto. Parece haver uma tendência em nós, humanos, de oprimir qualquer um que nos pareça de alguma forma inferior, como é o caso do garoto gordo, que é atacado sem motivo. Educação? Espírito de porco? Má índole? Instinto? Não sei, mas o que é certo é que as aparências enganam e muitas vezes podemos nos dar mal por isso. Em minha opinião, se havia alguém ali para ser expulso, é justamente o menino que provocou. E digo que, pela natureza do golpe, ainda ficou muito barato, pois poderia ter quebrado muito mais do que só a perna. Outro aspecto interessante é o aspecto técnico. Um belíssimo golpe, muito bem aplicado e que veio cumprir a finalidade primeira de um combate: NEUTRALIZAR o oponente. É o que faz todo bom lutador. Fica aqui uma pergunta bem séria: se o garoto gordo não reagisse aos socos e tapas que levou e fosse à diretoria reclamar do baixinho folgado, adiantaria muita coisa? Não creio. Ele não seria mais respeitado por isso. Passaria por maricas e ainda ganharia uma promessa de levar mais porradas lá na rua. Ele fez o certo. É aqui justamente que nós vemos a base do respeito mútuo e o princípio fundamental da auto-organização, sobre a qual tenho falado várias vezes. Vamos levar isto para um nível macro: imaginemos que a diretoria do colégio é a polícia, o gordo é qualquer um de nós e o baixinho folgado é um bandido qualquer. Achei perfeita a reação do Gordo.
Observem que o garoto gordo está o tempo inteiro com a guarda baixa, o que indica que não queria de forma alguma a luta. Uma diferença que deve ser pontuada aqui é a seguinte:
O baixinho folgado só queria bater, seja lá por que motivo for, ao passo que o gordo apenas neutralizou seu agressor.
Se os diretores da escola pegassem o vídeo e o levassem a um professor de artes marciais e pedissem sua opinião, naturalmente que não teriam tomado uma decisão injusta, como foi esta de expulsar o gordo. Esta é a cara da justiça em nossa sociedade e, se alguém ainda tem dúvidas de onde é que aprendemos a ser injustos, tem aí uma resposta: na escola(além, é claro, do próprio lar).

quarta-feira, 9 de março de 2011

Democracia e a guerra das mídias

Novamente vem à tona o tema da Democracia, motivado talvez pela questão líbia, da qual sabemos apenas uma pequena parte, e a qual nossos cérebros já devidamente condicionados são levados a considerar mais do que suficiente. Podemos juntar, para efeito de pensar essa tal Democracia, a questão líbia mesma e a questão cubana, entre outras. Eis uma interessante questão: Se a Democracia é, por definição, um sistema regido pela vontade popular, e a população de um certo país quer no governo um homem que a nossa mídia chama de ditador, o regime deste tal país é uma ditadura ou uma democracia? A imprensa Russa dá conta de que a “rebelião” na Líbia não é bem como se propaga aqui pelo Ocidente, pois começa em um território de fronteira e parece contar com uma “ajudinha” dos amigos(leia-se: OTAN). E isto me lembra muito bem o desmonte da extinta URSS a partir da Polônia. Na capital e nos outros grandes centros, entretanto, esta “rebelião” não tem o menor respaldo. Mais do que uma “revolta” pré-fabricada, o que se pode ver é, a exemplo da cachorrada que foi o assalto ao Iraque, uma guerra midiática, da qual sairá vencedor aquele que souber melhor se impor em termos de propaganda. Quanto à imprensa Brasileira e ocidental, de modo geral, pelo teor do noticiário, sabe-se muito bem que a imparcialidade passou ao largo e pode-se inferir de quem ela está(ou sempre esteve) a serviço. É muito interessante a situação paradoxal na qual o governo líbio foi colocado: se reagir aos grupos “rebeldes” com a energia que considerar cabível, é acusado perante o mundo de déspota , sanguinário e anti-democrático, justificando assim uma intervenção por parte dos “defensores do bem e da justiça”, tão déspotas, sanguinários e anti-democráticos quanto; se aceita o avanço da investida “rebelde”, apenas confirma que é déspota, sanguinário e anti-democrático. Mas no fim quem perde não são apenas os Iraquianos, Iranianos, Líbios, Norte-Coreanos, etc: somos nós, que nos vemos cada vez mais em poder(e completamente indiferentes a nós mesmos) daqueles que manipulam a opinião pública a seu bel prazer. Vale aqui então uma releitura do conceito moderno de Democracia: Um sistema regido pela vontade popular, a qual deve ser sistematicamente manipulada pela propaganda(ou pode se tornar perigosa...).



(Jan Robba em:"O livro das esquisitices")

terça-feira, 8 de março de 2011

Filosofando VIII

Quando pensar em provocar dor, ódio, medo ou inveja em alguém, lembre-se de que é o seu demônio interior querendo olhar-se no espelho e rir da própria feiúra. Por outro lado, é muito difícil não ser um espelho...


(Jan Robba em:"O livro das esquisitices")

sexta-feira, 4 de março de 2011

Sexo...

- Professor – disse a aluna burrinha, sentada no canto, perto da janela – se a psicanálise “resolve as pessoas”, por quê é que aquele outro professor se jogou da janela do prédio dele?
- Não sei...O quê você acha?
- Ai, garota – disse a colega ao lado, cutucando-a com o braço – mas como você é burra...Era o desejo inconsciente dele...voar tem a ver com o sexo...


(Jan Robba em:"O livro das esquisitices")